IP · Território de origem
Sudoeste do Paraná
Queijo colonial
Sudoeste do Paraná é uma indicação de procedência relacionada a Queijo colonial, em PR. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.
Sudoeste do Paraná é uma indicação de procedência relacionada a Queijo colonial, em PR. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.
A Indicação de Procedência reconhece a reputação de um lugar na produção de um produto ou na prestação de um serviço.
Os documentos e a delimitação apresentados nesta página ajudam a conhecer o que identifica essa origem. A inclusão de um município não significa que toda a sua área esteja abrangida pela indicação geográfica. Visitas a produtores dependem dos canais e das condições informados por cada estabelecimento.
Conheça esta origem
- Nome no registro
- Sudoeste do Paraná
- Registro INPI
- BR402023000015-7
- Modalidade
- Indicação de Procedência
- Estado relacionado
- Paraná
- Concessão do registro
- 17/06/2025

Onde fica a área geográfica
A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.
A área geográfica delimitada para a Indicação de Procedência do Queijo Colonial do Sudoeste do Paraná abrange os seguintes municípios: Ampére, Barracão, Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Flôr da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honório Serpa, Itapejara d’Oeste, Manfrinópolis, Mangueirinha, Mariópolis, Marmeleiro, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Pato Branco, Pérola d’Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São João, São Jorge d’Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Verê, Vitorino.
O que caracteriza o produto ou serviço
Queijo produzido a partir de leite cru, maturado, de massa crua, semicozida ou cozida, que se obtém da coagulação do leite por meio do coalho ou outras enzimas coagulantes apropriadas. O leite utilizado é predominantemente da raça Holandesa, seguida pela Jersey e mestiço de raças leiteiras.
O queijo colonial é maturado pelo temo necessário para o desenvolvimento de características sensoriais típicas, podendo ser: 10 ou 15 dias de maturação, sendo praticamente um queijo fresco; 20 a 30 dias; 45, 60 ou mais de 60 dias O formato e o peso dos queijos podem variar, mas as características sensoriais devem respeitar os seguintes requisitos: Consistência: semidura ou branda/macia; Textura: compacta, podendo apresentar olhaduras; Sabor: brando, ligeiramente ácido; Odor: ligeiramente ácido, pronunciado de acordo com o grau de maturação.
A relação entre o produto e o lugar
A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.
A fabricação do queijo colonial no Sudoeste do Paraná tem sua origem com os imigrantes europeus, que trouxeram consigo a tecnologia de fabricação de queijos, adaptando-a às condições brasileiras. As famílias agricultoras chegaram à região mais intensamente a partir da década de 1940, vindos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Conservaram, nesta trajetória, o saber-fazer dos produtos artesanais, chamados “coloniais”. Atualmente, a produção de queijo colonial, como é conhecido, representa uma importante estratégia para a reprodução da agricultura familiar.
Segundo o Censo Agropecuário de 2017 realizado pelo IBGE, o Sudoeste do Paraná é a região do estado que concentra o maior número de produtores de queijo paranaenses, com cerca de 25% do total de produtores do estado, fato que revela a importância deste produto para a agricultura familiar desta região. As peculiaridades na sua forma de produção, da criação do gado leiteiro e das pastagens próprias da região fizeram os queijos regionais lá produzidos ganharem notoriedade por sua qualidade, sabores e forma de consumo, estando arraigado na cultura de quase toda a população regional.
O queijo colonial do Sudoeste do Paraná é elaborado por meio da combinação de práticas tradicionais e técnicas modernas. A produção, que preserva métodos herdados de gerações, tem sido aprimorada com o uso de tecnologias e de manejo sustentável. Esse equilíbrio é um dos fatores que têm levado os queijos coloniais da região a conquistar espaço nos mercados locais e nacionais. Em todos os 42 municípios do Sudoeste do Paraná há queijarias produzindo o queijo colonial, em decorrência da região ser a maior bacia leiteira do estado. São aproximadamente 60 queijarias formais e em torno de 100 iniciativas com potencial de legalização.
É uma realidade que gera renda para os empreendedores envolvidos e oferece aos consumidores, de praticamente todo o território nacional, um produto de característica peculiar, que agrega práticas produtivas e de uso de insumos que o distingue dos demais. A notoriedade da região da produção do queijo colonial é também evidenciada pela sua participação na Rota do Queijo Paranaense, lançada em 2021, que contempla queijarias de todo o estado, possuindo cerca de 51% das propriedades rurais que fazem parte do roteiro.
Além disso, as queijarias participam de concursos nacionais e internacionais de alta relevância e a conquista de prêmios é cada vez mais recorrente. A tradição na produção do queijo colonial na Região Sudoeste do Paraná já é reconhecida pelo Movimento Slow Food, movimento mundial que promove a preservação e cultura ligada aos produtos tradicionais. Destaca-se, também, que a cultura no consumo do queijo colonial está igualmente presente no mercado consumidor local.
Como consequência, em 03 de maio de 2024, entrou em vigor a lei estadual 21.966, que reconhece o queijo colonial do Sudoeste do Paraná como Patrimônio de Natureza Cultural Imaterial do Estado do Paraná.
Quem requereu o registro
Associação dos Produtores de Queijo Artesanal do Sudoeste do Paraná
Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.
Municípios relacionados
O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.
Paraná
Bom Sucesso do Sul
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Mangueirinha
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Palmas
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Flor da Serra do Sul
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Boa Esperança do Iguaçu
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Manfrinópolis
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Coronel Domingos Soares
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Pato Branco
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Clevelândia
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Enéas Marques
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Planalto
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Nova Esperança do Sudoeste
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Mariópolis
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Pranchita
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Barracão
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Dois Vizinhos
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Bela Vista da Caroba
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Vitorino
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Sulina
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Pinhal de São Bento
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Marmeleiro
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Capanema
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Francisco Beltrão
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Coronel Vivida
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Saudade do Iguaçu
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Salgado Filho
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Honório Serpa
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Renascença
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Santa Izabel do Oeste
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Salto do Lontra
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Chopinzinho
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Bom Jesus do Sul
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Nova Prata do Iguaçu
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Verê
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Santo Antônio do Sudoeste
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Realeza
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Cruzeiro do Iguaçu
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Ampére
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São João
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Itapejara d'Oeste
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Pérola d'Oeste
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