DO · Território de origem

Região de Tanguá

Laranjas da espécie Citrus sinensis das variedades Seleta, Natal Folha Murcha, Natal Comum

Região de Tanguá é uma denominação de origem relacionada a Laranjas da espécie Citrus sinensis das variedades Seleta, Natal Folha Murcha, Natal Comum, em RJ. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

Região de Tanguá é uma denominação de origem relacionada a Laranjas da espécie Citrus sinensis das variedades Seleta, Natal Folha Murcha, Natal Comum, em RJ. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

A Denominação de Origem reconhece a ligação das qualidades ou características de um produto ou serviço com o seu meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.

Os documentos e a delimitação apresentados nesta página ajudam a conhecer o que identifica essa origem. A inclusão de um município não significa que toda a sua área esteja abrangida pela indicação geográfica. Visitas a produtores dependem dos canais e das condições informados por cada estabelecimento.

Conheça esta origem

Nome no registro
Região de Tanguá
Registro INPI
BR412020000018-0
Modalidade
Denominação de Origem
Estado relacionado
Rio de Janeiro
Concessão do registro
26/07/2022
Representação figurativa registrada de Região de Tanguá

Onde fica a área geográfica

A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.

A área geográfica delimitada da Denominação de Origem REGIÃO DE TANGUÁ para as laranjas está localizada integralmente nos limites geopolíticos dos municípios de Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Araruama.

O que caracteriza o produto ou serviço

As laranjas da Denominação de Origem Região de Tanguá são frutos produzidos com melhor coloração de casca e de polpa, ou seja, a cor amarela é mais pronunciada em seus frutos, característica valorizada no mercado consumidor. Além disso, as laranjas da Região de Tanguá possuem características sensoriais e físicas particulares destacando-se a doçura maior, já que possuem teores mais altos de açúcares e de ácidos, que acentuam o sabor e, ainda, a elevada suculência, o que gera abundância na extração de seus sucos. Por fim, os frutos costumam ser colhidos com o pedúnculo (“cabinho”) para manter algumas folhas da laranjeira.

A relação entre o produto e o lugar

A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.

A produção de laranja se inseriu no estado do Rio de Janeiro no início do século XX. Na década de 1980, Itaboraí se tornou o maior produtor da cultura no Rio de Janeiro e o segundo no Brasil, chegando a ser conhecido como “Terra da Laranja”. Em 1995, por lei estadual, o então distrito de Tanguá foi elevado à categoria de município, desmembrando-se de Itaboraí. Como a maior parte das áreas de cultivo se encontravam no, até então, distrito, pode-se dizer que a área cultivada mudou, sem, no entanto, mudar de lugar.

Ao longo do tempo, a produção se expandiu constituindo a atual Região de Tanguá que hoje é composta pelos municípios de Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Araruama, configurando uma área aproximada de 8.525 km². Associada a expansão houve a procura por parte dos produtores locais das melhores formas de manejo.

Ao longo do tempo, o crescimento da cultura na região permitiu que o conhecimento acumulado pelos produtores aprimorasse as técnicas de cultivo, destacando-se o uso de um único tipo de porta enxerto; plantio em áreas arenosas; plantio direto, em covas grandes e com culturas consorciadas; baixo uso de agrotóxicos, com realização de adubação orgânica; e uso de abelhas na polinização. Além disso, percebeu-se que o baixo uso de máquinas agrícolas evitava a compactação do solo que, somada ao plantio em covas grandes, beneficiava o desenvolvimento de raízes e radicelas.

Notou-se que essa condição facilitava o plantio de culturas consorciadas que beneficiavam a estrutura física do solo mais permeável. Assim havia mais espaço, oxigenação e melhor absorção da água, concentrando-a no segundo horizonte e com absorção facilitada e posteriormente depositada nos frutos. A laranja desenvolveu um laço estreito entre e dentre os municípios da região e seus produtores, estando fortemente conectada às diferentes culturas, saberes e tradições locais, inclusive gerando festividades locais relacionadas ao fruto.

O clima da Região de Tanguá é classificado como tropical úmido, onde o inverno é ameno e o verão climático é sempre quente e muito longo. Existem dois períodos distintos de precipitação: primavera/verão e outono/inverno, sendo os menores índices pluviais encontrados no período de outono/inverno, em geral inferiores a 50 mm/mês. Durante esse mesmo período, há declínio das temperaturas e aumento da amplitude térmica diária, em especial, entre maio/outubro, período coincidente com a época de maturação e colheita dos frutos.

Nessa situação, os solos da região que são predominantemente arenosos em superfície e de textura argilosa em subsuperfície ficam com déficit no balanço hídrico, ou seja, menor disponibilidade de água. Essa condição causa a maior concentração dos elementos diluídos na água disponível e gera o acúmulo de sólidos solúveis totais nos frutos. Os solos da região são ricos em cálcio, magnésio, fósforo e potássio, com concentrações que variam de médio a muito alto nessa época da maturação dos frutos.

Os resultados das análises químicas feitas nas laranjas dos quatro municípios componentes da área da Denominação de Origem Região de Tanguá demonstraram que os valores encontrados para cálcio são superiores aos valores comumente encontrados na literatura dos citros. O cálcio influencia diretamente no número de frutos por planta, na tolerância a doenças, assim como no teor de suco. O fósforo, por sua vez, atua no tamanho e na porcentagem de suco nos frutos.

Já os altos valores encontrados de potássio influenciam na redução da acidez dos frutos, no aumento dos sólidos solúveis totais, na sensação de sabor mais adocicado, no aumento do tamanho do fruto, do conteúdo de vitamina C e na cor da polpa das laranjas. No que diz respeito ao magnésio, sua participação é importante para a formação das clorofilas nas laranjas e sua degradação origina a cor alaranjada proveniente dos carotenoides influenciando também na coloração natural da região. 6.

ENTIDADE DE CONTROLE Controle feito por: (X) Conselho Regulador ( ) Terceira parte O Conselho Regulador será constituído por 7 membros, sendo 4 associados da ACIPTA, representantes do segmento do produto, eleitos Observações: em Assembleia Geral e 3 representantes de instituições técnico-científica com conhecimento na cadeia setorial, indicados em Assembleia Geral.

Quem requereu o registro

Associação dos Citricultores e Produtores Rurais de Tanguá - ACIPTA

Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.

Municípios relacionados

O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.

Encontre novos caminhos

O que você quer descobrir?

A pesquisa será carregada ao abrir esta janela.

Ajude a atualizar este destino

Sugerir uma atualização