IP · Território de origem

Cruzeiro do Sul

Farinha de Mandioca

Cruzeiro do Sul é uma indicação de procedência relacionada a Farinha de Mandioca, em AC. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

Cruzeiro do Sul é uma indicação de procedência relacionada a Farinha de Mandioca, em AC. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

A Indicação de Procedência reconhece a reputação de um lugar na produção de um produto ou na prestação de um serviço.

Os documentos e a delimitação apresentados nesta página ajudam a conhecer o que identifica essa origem. A inclusão de um município não significa que toda a sua área esteja abrangida pela indicação geográfica. Visitas a produtores dependem dos canais e das condições informados por cada estabelecimento.

Conheça esta origem

Nome no registro
Cruzeiro do Sul
Registro INPI
BR402015000002-9
Modalidade
Indicação de Procedência
Estado relacionado
Acre
Concessão do registro
22/08/2017
Última alteração
19/08/2025
Representação figurativa registrada de Cruzeiro do Sul

Onde fica a área geográfica

A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.

A área geográfica delimitada para a indicação de procedência "Cruzeiro do Sul" é coincidente com a área da regional Juruá, estando localizada na região oeste do Estado do Acre, abrangendo os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

O que caracteriza o produto ou serviço

A farinha de mandioca produzida em CRUZEIRO DO SUL utiliza mandioca cultivada na região e beneficiada de maneira artesanal nas casas de farinha, de acordo com o saber-fazer local. É processada artesanalmente em pequenas casas de farinha utilizando matéria-prima e mão de obra, provenientes da agricultura familiar. Nessas agroindústrias, na maioria das vezes concentradas no local de produção da matéria-prima, cada produtor segue um processo próprio de fabricação da farinha.

No que diz respeito às matérias-primas para produção de farinha, qualquer cultivar de mandioca pode ser utilizado, sendo as mais comuns a mulatinha, curimêm (roxa, preta ou branca), caboquinha, chico anjo, mansa e brava, rasgadinha/amarelinha, santa maria, branquinha, ligeirinha, fortaleza, milagrosa, dentre outras. A farinha produzida em CRUZEIRO DO SUL possui um sabor diferenciado, levemente adocicado, uma textura granulada e é produzida a partir de uma técnica tradicional que envolve descascamento, lavagem, trituração, prensagem, peneiração, escaldamento, tostagem, resfriamento e embalagem.

O CET orienta que, preferencialmente, não se deve produzir farinha com a cultivar local “amarelinha/rasgadinha”, dando-se prioridade para as cultivares locais branquinha, caboquinha, mansa e brava, cumaru, curimên, chico anjo e mulatinha.

A relação entre o produto e o lugar

A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.

A mandioca é originária da região amazônica, sendo cultivada na América Tropical há mais de 5000 anos. Já a produção de farinha foi introduzida na região por famílias de imigrantes nordestinos, no início do século XX. Tem-se registro da criação da Associação Agrícola do Juruá, que reuniu produtores rurais, como os que produziam farinha de mandioca em Cruzeiro do Sul. A migração para o Acre foi marcada por pessoas que atuaram como seringueiros, aproveitando do ciclo da borracha. Com a queda do preço da borracha e visando preservar as terras, foram desenvolvidas e consolidadas outras culturas na região, como a da farinha de mandioca.

O cultivo da mandioca e a produção de farinha se destacam na região anteriormente compreendida pelo município de Cruzeiro do Sul e que atualmente comporta o território da cidadania do Vale do Juruá, composto pelos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Nessa região, a produção de farinha compreende uma tradição sem, contudo, mostrar muitos avanços tecnológicos.

Embora toda farinha crocante produzida na região seja chamada de cruzeiro do sul, o nome refere-se ao antigo município de Cruzeiro do Sul, onde, no início do século XX, produzia-se grande quantidade da farinha considerada a melhor entre os demais locais produtores. Ao longo dos anos a tradição foi passada de pais para filhos e os produtores de farinha passaram a adotar o nome “CRUZEIRO DO SUL”, referindo-se à farinha de boa qualidade, crocante, de granulometria uniforme, bem torrada e de sabor inconfundível. A farinha produzida apresenta características especiais, em função de fatores como solo, clima, vegetação e saber-fazer.

Além da característica cultural, a farinha também possui especificidades químicas e físicas como a quantidade de amido, a crocância e a granulometria. Suas características singulares lhe conferiram notoriedade e reputação frente aos consumidores e, há décadas, vem mantendo a reputação de farinha de qualidade.

Quem requereu o registro

Central das Cooperativas dos produtores Familiares do Vale do Juruá – CENTRAL JURUÁ

Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.

Municípios relacionados

O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.

Encontre novos caminhos

O que você quer descobrir?

A pesquisa será carregada ao abrir esta janela.

Ajude a atualizar este destino

Sugerir uma atualização