IP · Território de origem

Alta Mogiana

Café

Alta Mogiana é uma indicação de procedência relacionada a Café, nos estados de MG, SP. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

Alta Mogiana é uma indicação de procedência relacionada a Café, nos estados de MG, SP. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

A Indicação de Procedência reconhece a reputação de um lugar na produção de um produto ou na prestação de um serviço.

Os documentos e a delimitação apresentados nesta página ajudam a conhecer o que identifica essa origem. A inclusão de um município não significa que toda a sua área esteja abrangida pela indicação geográfica. Visitas a produtores dependem dos canais e das condições informados por cada estabelecimento.

Conheça esta origem

Nome no registro
Alta Mogiana
Registro INPI
IG200703
Modalidade
Indicação de Procedência
Estados relacionados
Minas Gerais, São Paulo
Concessão do registro
17/09/2013
Última alteração
23/05/2023
Representação figurativa registrada de Alta Mogiana

Onde fica a área geográfica

A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.

A área delimitada da Região da Alta Mogiana engloba os municípios de: Altinópolis - SP, Batatais - SP, Buritizal - SP, Cajurú - SP, Cássia dos Coqueiros - SP, Cristais Paulista - SP, Franca - SP, Itirapuã - SP, Jeriquara - SP, Nuporanga - SP, Patrocínio Paulista - SP, Pedregulho - SP, Restinga - SP, Ribeirão Corrente -SP, Santo Antônio da Alegria - SP, São José da Bela Vista - SP, Capetinga - MG, Cássia - MG, Claraval - MG, Ibiraci - MG, Itamogi - MG, São Sebastião do Paraíso - MG e São Tomás de Aquino - MG.

O que caracteriza o produto ou serviço

As cultivares de tipos de café em coco da espécie arábica utilizadas são as registradas no Registro Nacional de Cultivares (RNC), podendo ser o café comercializado em grãos crus beneficiados ou torrados em grãos moídos. As variedades mais cultivadas temos Catuai e Mundo Novo, além do que a dita região se caracteriza por produzir café de grãos mais fino, conhecidos como “café de bebida mole”.

O sistema de produção deve estar de acordo com as técnicas de plantio, manejo, colheita, dentre outros procedimentos estabelecidos, tendo como pressuposto indispensável o uso de práticas mitigadoras dos impactos ambientais, especialmente a reutilização dos subprodutos.

São produzidas as seguintes variedades de café: em coco, obtido através de colheita manual ou mecânica; em grão cru ou torrado, obtidos através da secagem natural em terreiros de qualquer tipo ou através de secadores, com casca ou previamente descascados; e em pó, obtido ao fim do processo de secagem, descascamento, torra e moagem, acondicionados em embalagens próprias a vácuo ou não.

A colheita (derriça), secagem, descascamento, beneficiamento e torra do café devem seguir, preferencialmente, a metodologia do “Ponto de Maturação e Colheita”, estabelecidas pelas normas técnicas e orientação agronômica da AMSC, cujas exigências são estabelecidas através do Manual do Produtor. O prazo para utilização da matéria-prima deverá estar contido em 360 dias para o cereja descascado em grãos e 720 dias para o cereja natural em grãos. Os grãos torrados ou moídos devem seguir as especificações próprias do processo de embalagem. A técnica utilizada para torrefação e moagem deve comprovadamente garantir a qualidade final do produto.

Todos os resíduos (impurezas, folhas, cascas), isto é, todos os elementos estranhos ao café em coco ou mesmo em grãos, ainda que torrado, que venham a ser separados dos produtos finais, deverão merecer o tratamento adequado para não influenciar na qualidade, sabor ou mesmo contaminar o café, obedecendo aos padrões que assinalam a procedência do produto. O café comercializado não pode possuir qualquer resíduo, devendo chegar ao mercado com 100% de pureza.

Para a obtenção do café em coco, uma vez observado o grau de maturação dos cocos, deverá a colheita ser seletiva, com técnica própria em caso de derriçamento manual e, sendo ela mecânica, deverão ser selecionados os cocos com manutenção aceita como padrão mínimo. Após a colheita, para a obtenção dos grãos in natura, no caso do cereja natural, segue-se a secagem em terreiros próprios confeccionados para tal, preferencialmente com piso cimentado, asfaltado ou em calhas elevadas, manejados pelo sistema manual ou mecânico. No caso do cereja descascado, poderá ser utilizada a técnica de descascamento para posterior secagem e beneficiamento.

Em seguida, para a obtenção dos grãos torrados, ocorre a torrefação e, eventualmente, a moagem para obtenção do café em pó, devendo ser livre de impurezas, de aditivos ou qualquer outro elemento que lhe retire a qualidade, aroma, cor ou sabor, devendo-se manter o padrão de 100% de pureza. A embalagem dos produtos finais deverá seguir o rigoroso controle de qualidade e higiene exigidos, devendo ainda ser obedecidas as normas legais para fins de rotulagem. O café tem como principal característica um corpo cremoso e aveludado. Possui um aroma marcante, frutado com suaves notas de chocolate e nozes, de acidez média e equilibrada.

Assim que degustado, tem a magnitude de prolongado retrogosto com uma doçura de caramelo com notas de chocolate amargo.

A relação entre o produto e o lugar

A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.

A Alta Mogiana é uma região tradicional na produção de cafés especiais, localizada na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. Devido à altitude de 900 a 1000 metros, temperaturas médias mensais de 21ºC no verão e 17ºC no inverno e precipitação anual em torno de 1.623 mm, os cafés desta região são privilegiados, destacando-se por seu teor de doçura e corpo único. O clima seco próprio da região impede o desenvolvimento de bactérias, que se estabelecem entre a casca e a poupa do grão. Essas características climáticas são propícias para o amadurecimento lento e uniforme do grão.

O resultado é um café cujas mudas cultivadas em altitude privilegiada, enriquece o sabor e o aroma do produto final. A colheita seletiva é feita no pico do amadurecimento do grão, de forma a obter um número maior do grão do café. A secagem ao sol em camadas finas, controlada por mão de obra qualificada, é contemplada em modernos secadores mecânicos, com precioso controle de temperatura. Dessa forma, resultam em grãos com uma qualidade excepcional que enriquecem o sabor e o aroma do produto final.

Quem requereu o registro

Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana - AMSC

Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.

Municípios relacionados

O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.

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